Ore Pela Africa

Povo Sakalava-Madagascar

População: 1.400.000

Localização e Contexto: Os Sakalava têm parentesco com os Antakarana e são pastores seminômades que também plantam arroz e vivem ao longo da costa oeste de Madagascar. A ilha de Antsiranana é uma ilha sagrada onde os seus antepassados ​​vivem e eles acreditam que qualquer merina (pessoa das montanhas) que vai para lá morrerá.

História: Até o início do século 19, quase a metade da ilha estava sob domínio dos Sakalava. Eles eram conhecidos por suas habilidades de navegação e foram os primeiros a receber armas de fogo dos europeus em troca de gado e escravos. Durante os séculos 18 e 19 os Sakalava capturavam escravos nas ilhas Comores, no leste da África e nas montanhas de Madagascar. Após da conquista dos merinas e, em seguida, da ocupação francesa, o poder e a fortuna dos Sakalava entrou em decadência. Seu território está sendo invadido por outros grupos étnicos.

Cultura: Os Sakalava do sul diferem muito dos do norte. Mas a verdadeira marca de identidade dos Sakalava é que todos respeitam, honram e trabalham pela realeza sakalava ainda viva ou morta. Seu sistema de castas inclui os descendentes da realeza, seguidos dos nobres, dos plebeus e dos escravos. Hierarquias precisas e histórias de relacionamentos com a realeza são conhecidas em cada classe social, para que todos saibam a sua posição. Eles são agricultores e pescadores, e também criam gado como sinal de riqueza e para seu uso em sacrifícios.

Religião: Eles acreditam em um Deus Criador distante que foi o primeiro ancestral. Ele pode ser alcançado através de espíritos ancestrais e médiuns humanos. A possessão de espíritos é almejada, muitas vezes em meio a muita bebedeira. A feitiçaria e a bruxaria são galopantes. O medo é um companheiro constante: medo de punição, de antepassados ​​insatisfeitos​​, medo da morte. Os tabus são observados em quase todos os afazeres de sua vida diária. Tudo é voltado para agradar os ancestrais da realeza. 80% dos Sakalava praticam a religião tradicional, mas recentemente o islamismo e o catolicismo estão fazendo incursões, pois permitem que as práticas culturais tradicionais como estas coexistam, ao passo que o ensino protestante não o permite.

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